O pai, que inicialmente negou todas as acusações feitas pela mãe, acabou confessando que agredia a criança junto com a mãe.

Ana Carolina Lourenço Cândido, de 19 anos, e Alexandre Mantonholi, de 23, pais do  bebê Yago, de apenas 3 meses, foram indiciados pela Polícia Civil de Andradas  por homicídio qualificado.

O pai, que inicialmente negou todas as acusações feitas pela mãe, acabou confessando que agredia a criança junto com a mãe.

O delegado Fabiano Roberto Mazzarotto, responsável pelas investigações encaminhou o inquérito à Justiça de Andradas, se condenados poderão pegar de 12 a 30 anos de prisão.

O casal foi transferido para presídios da região metropolitana de Belo Horizonte, desde o dia o dia 3 de abril. Por motivo de segurança, os nomes dos presídios não foram revelados à imprensa.

No dia 29 de março foi feita pela Polícia Civil de Andradas (MG)  a reconstituição da morte do bebê. Segundo as investigações, o pai jogou o bebê com tanta força no berço que o estrado de madeira quebrou. A reconstituição durou pouco mais de uma hora. Uma boneca foi usada na simulação. Apenas a mãe, de 19 anos, participou.

Polícia Civil faz reconstituição de morte de bebê de 3 meses em Andradas

Relembre o caso

O casal encontrava-se  no Presídio de Andradas desde o último dia 27, quando o bebê morreu após ser espancado  pelo pai, no Bairro da Gramínea. O crime só foi desvendado após um agente funerário  notar sinais de violência contra a criança e se recusar a preparar o corpo para o velório, acionando a Santa Casa de Andradas e a Polícia Militar, no mesmo dia, peritos confirmaram agressões e a mulher acusou o pai da criança.

Na última sexta-feira (29/03)), a Polícia Civil fez a reconstituição sobre o crime, onde a mãe mostrou como o pai jogou o bebê com força no berço que o estrado de madeira quebrou. A reconstituição durou pouco mais de uma hora. Uma boneca foi usada na simulação. Apenas a mãe, de 19 anos, participou.

“O pai nega veementemente as agressões, mas nós temos a materialidade do crime, conforme já foi demonstrado pelo exame de necropsia, com múltiplas fraturas em decorrência de politraumatismo”, disse o delegado Fabiano Roberto Mazzarotto.

Na casa, os policiais encontraram fraldas ensanguentadas. E segundo a polícia, o bebê de 3 meses sofria agressões há pelo menos 40 dias.

A polícia também já encontrou indícios de que a mãe poderia ter participado das agressões contra o próprio filho.

“Nós temos uma testemunha que viu em certa situação a mãe desferindo uma mordida contra a criança”, disse o delegado.

No final da reconstituição, a mãe da criança saiu algemada e escoltada pelos agentes prisionais. Segundo o delegado, foi na sala que as agressões começaram. (Informações do site G1)

Alguns vizinhos do casal, ainda relataram para várias emissoras de tv, que os pais eram omissos com alimentação do bebê e que já haviam denunciado o caso  ao Conselho Tutelar por suspeitarem de maus-tratos, porque de longe ouviam os choros da criança. O Conselho Tutelar respondeu que foram até à casa na época, mas que não viram sinais de agressão na criança.

A Santa Casa de Andradas também emitiu  nota sobre a conduta do  médico que disse não ter visto sinais de agressão no bebê durante atendimento,   informando que o fato será apurado por meio de sindicância que já foi instaurada e que em caso de negligência, imperícia ou imprudência dos profissionais serão tomadas medidas administrativas.

Segundo entrevista coletiva na tarde de quinta-feira (28),  o delegado responsável pelo caso, os pais demonstraram frieza durante o depoimento. “A mãe relatou, bastante serena, que o pai arremessou a criança no berço, e que, inclusive, o móvel estalou. Ela disse que não queria que ele fizesse, mas não fez nada prá ele parar”,  e que as agressões duraram cerca de duas horas, disse o delegado Fabiano Mazzarotto Gonçalves. O pai nega aas agressões ao bebê.

A delegada Michele Rocha que também trabalha no caso  disse  que, em depoimento, a mãe contou que o pai teria agredido seguidamente o bebê e que o  laudo de necroscópico irá confirmar a existência de lesões antigas.

Bebê foi espancado por duas horas antes de morrer

Mãe, disse que o pai teria batido na criança por duas horas.

Na manhã desta quinta-feira (28), os delegados Fabiano Roberto Mazzaroto Gonçalves e Michele Rocha, receberam a imprensa para falar sobre caso do bebê Yago Montanholi, que foi espancado na noite de terça-feira e veio a óbito horas depois. A frieza do casal também impressionou os delegados.

Ainda na tarde desta quarta-feira (27), após ouvir peritos do caso e depoimento dos pais, Ana  Carolina Lourenço Cândido (19) e  Alexandre  Montanholi (23), foi realizada a prisão em flagrante, sendo levados no final da tarde para o Presídio de Andradas.

Os peritos que realizaram a necropsia constataram múltiplas fraturas e traumatismo craniano, decorrente de espancamento que levaram ao óbito do bebê, de apenas três meses.

Em depoimento,  a mãe confessou  que o pai teria batido na criança com tapas e joelhada no abdômen, que o motivo das agressões seria o choro constante do bebê que sofria de cólicas abdominais.  A mãe disse ainda, que tentou tomar o bebê do pai durante as agressões e pediu para que ele parrasse.

Segundo os delegados, a mãe tentou se eximir da responsabilidade, jogando a culpa toda no pai, sendo omissa por não pedir socorro ou denunciar as agressões,  e teria acionado o  Samu apenas à 1h30 da madrugada, sendo que segundo depoimento dela, o marido teria agredido a criança  das 19h às 21h.

As agressões já vinham de algum tempo, porque segundo moradores vizinhos do sítio, já havia denúncias no Conselho Tutelar de Andradas por maus-tratos.

Bebê teria sido espancado por duas horas antes de morrer. Foto redes sociais.

Entenda o caso:

O caso aconteceu em Andradas na madrugada desta quarta-feira (27) em Andradas. O proprietário da Funerária Fênix , Leandro Henrique Antonietto, se recusou a preparar um bebê de três meses para o velório, após suspeitar de maus-tratos. Segundo o agente, a criança apresentava lesões na cabeça e no tórax, e no documento fornecido pela Santa Casa de Andradas, a causa da morte constava como desconhecida.

A Polícia Militar foi acionada para acompanhar o caso e ouviu os pais do bebê. Segundo a Polícia Militar, o Samu foi acionado por volta de 1h30 da manhã, quando a mãe percebeu que a criança não respirava, a mãe disse à PM,  que  estranhou o fato da criança não chorar de fome e ao olhar o bebê, notou que este não estava respirando. Os funcionários do Samu ainda orientaram a mãe a fazer massagem cardíaca até a chegada da equipe no sítio onde a família mora.  O pai ficou aguardando pela equipe do Samu na estrada, para indicar ao local.

Yago Lourenço Montanholi, de apenas 3 meses,  foi socorrido no  Pronto Atendimento de Andradas.  O médico de plantão disse não ter percebido nenhuma lesão na criança.

Sobre as lesões na cabeça do bebê,  os pais contaram à PM, que a criança teria se ferido na última quarta-feira, (20) quando a mãe penteava o cabelo da criança e o pente teria quebrado, causando uma pequena lesão na cabeça da criança.

O corpo da criança foi  levado para o IML de Poços de Caldas, e o  laudo definitivo deverá ficar pronto em 30 dias. A Polícia Civil já está investigando o  caso, e os pais do bebê prestaram depoimento  na Delegacia Civil de Andradas.

Na tarde desta quarta-feira, o  perito Cabral de Poços de Caldas em entrevista ao Jornal Andradas Hoje,  disse que  a morte se deu em razão de múltiplas fraturas e múltiplos traumatismos, a criança teve ferimentos no crânio e no pulmão, em decorrência de maus-tratos por objeto contundente, a conclusão é de que trata-se de homicídio. Segundo o perito que realizou a necrópsia, a criança tomou várias pancadas pelo corpo.

O pais do bebê, Alexandre Montanholi e Ana Carolina Lourenço Montanholi,  foram presos em flagrante e serão levados para o Presídio de Andradas ainda na tarde desta quarta-feira (27).

Yago Lorenzo foi enterrado na tarde desta quarta-feira na cidade de Santo Antonio do Jardim, onde moram os familiares da criança.

O pai da criança de 23 anos e a mãe de 19, que moram em um sítio no Bairro da Gramínea, postaram na rede social sobre o falecimento da criança. Internautas hostilizaram o casal com várias mensagens na rede social Facebook.

Os pais da criança ainda lamentaram a morte do filho em rede social.