Queda de helicóptero mata jornalista Ricardo Boechat em SP

Atualizada às 20h14 de 11/02/2019.

A queda de um helicóptero nesta segunda-feira (11), Rodoanel, em São Paulo, matou o jornalista Ricardo Boechat de 66 anos. A aeronave ainda bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele e o piloto morreram carbonizados. Houve uma terceira vítima com ferimentos.

A queda ocorreu no quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco, perto do acesso à Rodovia Anhanguera.

Depois de apresentar jornal na Band News FM, na capital paulista, Boechat seguiu para um evento organizado para uma indústria farmacêutica, em um hotel em Campinas, no interior de São Paulo.

O helicóptero saiu de Campinas às 11h45, no interior do estado, onde Boechat participou nesta manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul .

A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via. Segundo testemunhas, o piloto tentava fazer um pouso de emergência.

Acidente

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu em cima de um caminhão que trafegava pela via, no sentido interior, próximo à praça do pedágio. O motorista do caminhão foi socorrido pela concessionária.

Os bombeiros informaram que 11 viaturas foram deslocadas para o local para o resgate.

Ainda de acordo com os bombeiros, a aeronave que caiu era do modelo BELL PT HPG.

Foram feitas interdições parciais na pista do Rodoanel, sentido Perus, e na Anhanguera, sentido Jundiaí. A concessionária CCR Rodoanel informou que os motoristas podem acessar a Anhanguera, no sentido São Paulo, e pegar um retorno no quilôemtro 18 para seguir para o interior.

Anac afirma que empresa não podia fazer taxi  aéreo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que o helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera no início da tarde desta segunda-feira (11), em que o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quattrucci morreram, não podia fazer táxi aéreo, mas sim prestar serviços de reportagem aérea.

A agência abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo feito.

” A aeronave de matrícula PT-HPG, acidentada hoje, em São Paulo, era operada e pertencia à empresa RQ Serviços Aéreos Especializados LTDA. A empresa possui autorização da ANAC para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerofilmagem, entre outros do mesmo ramo. A aeronave acidentada também estava certificada na categoria SAE. Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a ANAC abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente”, diz a nota.

Fonte Jornal do Brasil/Estadão

Foto Rede Globo